De psicólogo, doido e
piloto cada um tem um pouco.

Nome: Mateus H. Simon
Idade: 24 anos
Cidade: Porto Alegre
Estado Civil: Solteiro
MSN: simon_ratao@hotmail.com
Idioma: Português, Inglês
Hobby: Blog, aviação, psicologia,
livros, fotografia etc.



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Medo de amar I


Medo de Amar


Olá pessoal, hoje vou escrever sobre um assunto que assombra muita gente e que muitas delas não sabem como lidar, alias será que tem como lidar com o medo de ser amado (a)?
Esta é a pergunta que fica para todos.


Pelo dicionário, medo é – 1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. Mas como lidar com algo que sentimos, temos conhecimento, mas na real não sabemos como enfrentar, como deixar de sentir este medo, essa insegurança que domina o corpo?


Tudo parte de um principio, o medo nasce de uma experiência não bem sucedida em qualquer fato, seja ele amoroso, no emprego ou em qualquer outro lugar. Quem nunca passou por uma situação chata na relação, traição, mentira ou algo que te deixa sempre em dúvida e aquilo vai alimentando sua mente, fazendo que em algum momento a decisão de término caia como a única solução. Depois de um certo tempo após o fim de uma relação você se sente preso (a) ao que acabou e não consegue viver mais uma relação. A associação que o cérebro faz é simples, naquele momento tudo o que não se quer é viver novamente algo que já foi uma experiência negativa, que traga dor e sofrimento, então o melhor que se tem a fazer é manter-se em um casulo e não amar e não querer amar ninguém.


Viver assim pode causar também muito sofrimento, porque ninguém esta livre de encontrar alguém que realmente tenha o seu valor e que tudo o que a pessoa quer é viver bem e feliz com a pessoa amada, porém o medo que se criou faz com que a pessoa se afaste e mantenha a distância necessária para não se envolver e não se entregar profundamente na relação. Eu, particularmente já passei por essa situação e para me livrar desse medo demorou um certo tempo ate confiar em outra pessoa e ver que realmente valia a pena.


O medo faz perdermos oportunidades que talvez jamais voltarão, mas podemos driblar esse sentimento que contrasta com o amor, como? Simples ;) – Amar do dia para a noite não é possível, mas odiar também não, então sinta que tudo esta começando do zero – Você vai pra balada, um carinha vem todo carinhoso em você, não o dispense, apenas converse, não fique com ele naquela noite, afinal pode ser que esse seja somente mais um aproveitador oportunista. Ao final da festa se ele lhe der o fone dele e você der o seu, espere ele ligar e combinar algo com você, feito essa parte, caso voltem a sair, deixe ele demonstrar interesse, mostrar o que ele tem de bom e assim você pode ver se o carinha vale a pena ou não, claro que isso tem pontos a serem avaliados, pense bem, mas isso já é um começo.


Não sinta medo de estar ao lado de alguém que demonstre que goste de você, não sinta receio de dizer não, faça valer cada momento, quem sabe aquele seu medo, não esta sendo destruído a cada conversa, a cada pequeno olhar, tudo vale a pena. O medo é sim normal, mas talvez isso faça você se afastar das pessoas que realmente gostariam de estar ao teu lado, amando-a (o) intesamente.


Mateus H. Simon





- Postado por: Mateus H. Simon às 13h27

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Medo de amar?


Medo de amar?


Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.



O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.



E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.



Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.



Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.


Martha Medeiros






- Postado por: Mateus H. Simon às 13h26

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